quarta-feira, 31 de maio de 2017

andei por um tempo fugindo
brincando de ser feliz
sem me lembrar de que algo em mim perecia
apodrecia desde o primeiro respiro

Percebo que não confio 
em quem me abre o primeiro sorriso 
e o ultimo beijo antes de adormecer
percebo que perdi meus dias
em busca de uma alegria que nunca vai me pertencer
ainda não sei onde falhei
acreditar, desacreditar
tentar quantas vezes
em quantas histórias com inícios diferentes
para o mesmo fim cliché

percebo que a escuridão
da minha alma maculada quer me vencer
percebo que lutar
é um gesto desesperado de quem teima em viver
sabendo que o fim
é o mesmo fim blasé


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Beijo duro

o tempo passa
juiz implacável
do que fiz e do que faço
tudo escrito,
descrito num mesmo ato
e se essa história não tem final
onde vai dar tanto amargor afinal?
laços desfeitos
vidas cortadas
e a certeza conhece o beijo duro do chão
caem por terra conceitos
caem por terra ideologias
caem por terra os planos
ah os planos de ser feliz um dia
ah os planos pra esse dia
os sonhos ficam no caminho
os sonhos não persistem sozinhos
caminho só sem direção
não tente me dar a mão
eu já não quero sua mão

é tão só o caminhar
é tão só mas tem que andar
tem que andar
tem que andar

terça-feira, 16 de junho de 2015





Vejo outras portas abertas
e faz sol lá fora
O vento calmo e morno que sopra
aquece minha alma com sua lembrança
Ainda nem amanheceu e já sinto sua falta
mesmo tendo seu cheiro impregnado no meu corpo.
Eu nem sabia que isso existia
Ser feliz e por mais de um dia
Sentir amor e não ter medo de perder
Sentir você presente mesmo não estando aqui
Você é meu presente, por ser meu hoje e minha dádiva
e só posso ser agradecida à vida por isso
À cada curva do meu caminho que me trouxe até aqui
e aqui eu encontrei você.
Meu amor, meu homem
É seu meu corpo e cada suspiro
É seu meu coração e o amor mais puro que nele habita
Eu já nem sei sonhar sem ter você comigo
Espero pra sempre amar  você



domingo, 30 de novembro de 2014

Você pode não ter outra chance de me ver partir
Você pode não ter outra chance de me ver sorrir
Então se não quer que eu vá
Me olhe nos olhos
Me faça acreditar

Você pode não acreditar
Mas todas as palavras sem sentido
Tiveram mais força do que deveriam
Você fez a guerra e agora eu vou em paz
Mas dentro de mim algo vai ficar vivo
Por toda a vida

Então só me olhe nos olhos e me faça acreditar
Me olhe e me faça acreditar
Me faça acreditar em você

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

E agora? Soprar a poeira no vento
E agora? Outro caminho, já é tempo
e o tempo que passou só vai me acompanhar
nas marcas no espelho

E agora? entender o que tenho
É hora? talvez ainda dê tempo
de pensar em onde ir, ou de ir sem pensar
e me deixar sentir

Outro caminho, outra direção
O pé descalço tatuando o chão
Deixando a marca do que fui
Mas sem dizer pra onde flui
O meu destino

outro caminho, outra direção
o corpo aberto para o sol
deixando a sombra do descanso
voltando a caminhar...


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Há tempos não doía
E eu que tinha me encontrado me vi perdida
Sinto muito mas não posso mais
Não sei sentir pela metade
Não quero  metade de você para me divertir
E a sua metade não sou eu

Eu procurei no azul dos seus olhos sentidos
Eu tenho encontrado muitos olhos
mas eles não me dizem nada
Será que procuro algo que não existe?
Tantos sonhos e tudo que posso dizer é que já não sei...

Ando com preguiça de acordar
Mesmo que o sonho seja ruim
Ando com preguiça de seguir



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A vida parece me escapar por entre os dedos
Me apego à um fio de razão
Mas já não há razão para lutar
Tanto desengano, tanto desamor
Sentimentos são brinquedos em mãos egoístas...
Eu quis ser de verdade
Dar o melhor de mim, mostrei minha essência
Desnudei a minha alma e deixei expostas minha carne, minhas fraquezas
Entreguei o meu sacrário
que queimava, ardia, vibrava a cada noite de sua presença
e chora sua ausência agora permanente
Dentro um vazio
Eu quis ser carne, osso, suspiro e desejo
Inventei histórias para ser fugaz
Quis não ter sentimentos mas me traí
Não sei fugir do que sou por dentro
Então a cada dia a armadilha
Um suspiro, um coração que palpitava
e de repente sonhava com o oposto
Eu já não queria a carne
compartilhava com você a minha alma a cada gozo
e buscava nos seus olhos motivos
Acreditei que ali haviam os mesmos desejos
acreditei ver além, fantasiei sentimentos
que hoje são tão meus quanto essa dor que não passa
Essa noite tive um pesadelo, mas eu não dormia
contava cada minuto da sua ausência
Você não vem...
E cada lágrima me lembra que o amor é um sentimento covarde
que zomba da inocência de quem teima acreditar




domingo, 20 de julho de 2014

Hoje me deu uma saudade... Sem saber de onde... de quem... de que...
Hoje meu peito não me cabe, nem ele cabe em mim.
Me sobram os olhos marejados, nostálgicos.
Onde foi que ficou aquele sorriso fácil?
Onde foi que me perdi?
Hoje vi a vida por um fio
Vi em um segundo tudo, mas não vi nada..
E eu que não costumo me assustar
passei a noite com fantasmas, sombras e uivos
A vida persiste
Mas sua fragilidade explícita exige cuidado
Ando descuidada do tempo
Ando descuidada dos sonhos
E se o tempo tivesse acabado...
Quantos sonhos deixaria para trás?

terça-feira, 18 de março de 2014

E numa noite você veio
Assim sem esperar, sem planejar, sem sonhar
Depois de tantas noites sonhadas em detalhes
Depois de tantos beijos
Depois do desastre

Veio, e tinha as mãos quentes e úmidas
E meu corpo quente e úmido recebeu o seu
No bailar de uma dança desnuda
No ritmo da pulsação e ao som de uma gargalhada me rendi
E me perdi
E me encontrei
E te encontrei
E me senti
Te senti
Apenas senti
E ao despertar era sorriso
A claridade que invadia iluminava seu rosto
e seu corpo ainda estava ali, aquecendo o meu

E como o sonho, ao despertar foi embora
me deixando um pé na realidade e a descrença dela
Você veio?
Você estava aqui?
É seu o gosto que ficou na minha boca?
Ou delirei de novo, como tantas vezes fiz?

domingo, 16 de março de 2014

Contrarie e você descobrirá quem vive do seu lado. Contrarie e você descobrirá quem te respeita. Contrarie e você descobrirá quem ignora sua vontade. Contrarie e descobrirá que é mais difícil ser dono da própria vontade do que se imagina.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Hoje acordei querendo acordar com seu cheiro
E envolta pelos seus braços sentir seu abraço
Hoje acordei querendo ser concreto
o que de tanto que sonho já sei como seria
E como queria que fosse de verdade
as noites de delírio sentindo seu corpo
Eu me perco, me entrego...
mas se me distraio você esvoaça
E me pego no abraço frio do travesseiro
contando noites que nunca passam.




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Venho por meio desta informar que você é um homem livre. Livre para ser, livre para amar, livre para recordar , livre para sonhar. Não vou tirar de você o seu passado, foi ele quem lhe trouxe até mim, que construiu o que me atrai. E se um dia você lembrar de uma paixão antiga, se encontrar um bilhetinho dentro de algum livro, se guardar lembranças de fetiches, ainda assim esse rastro de coisas e memórias lhe trouxeram até mim. E se um dia  der saudade de algo que viveu, ouvirei suas histórias sem ciumes. E se um dia der saudade de alguém, saberei entender que o encantamento que sentiu não lhe torna incapaz de se encantar novamente por outros rostos, sorrisos e gestos, mesmo que isso me torne vulnerável, e que um dia poderei ser também apenas uma lembrança. E se um dia eu for apenas uma lembrança, também guardarei você com bem querer em um altar.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Até que a monotonia

Perdi  meu sono
Perdi o gosto
Perdi quem sou
Perdi o gozo
Perdi meus pensamentos
Pairando nas nuvens

Perdida no tempo
Perdida nas teias
que prendem com um laço e nó
Perdida e só
Esperando você me esperar
Perdida de desejo
Perdida  de vontade de seus beijos
Perdida de tesão
Perdi o juízo

Quero você e tudo isso
Até que a monotonia nos separe
Ate que o ultimo suspiro exale
Toda essa  paixão


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Eu não tenho cores
Me vejo em preto e branco
num paraíso cinza na visão de uma retina sem brilho

Eu não tenho cores
Nem quero uma vida rosa
mas um pouco de azul no céu talvez acalmasse minha alma
Talvez me trouxesse paz


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Medo

O sangue ainda corre nas veias
Isso não é quase nada
O sangue ainda corre nas veias
A alma paralisada
O sangue ainda corre nas veias
ainda corre nas veias

mas você corre do perigo
tem medo do abismo
Mas você não corre perigo
Tem medo do perigo

Medo da queda livre
Medo de ser livre
Medo da estrada
Alta velocidade
Medo do perigo
A vida não para

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Seu cheiro tem cheiro de casa
Seu cheiro tem cheiro de mar
Seu cheiro tem cheiro de abrigo
Seu cheiro tem cheiro de alma
Seu cheiro me traz calma
Seu cheiro me faz furacão
Seu cheiro tem toda poesia
Do amor sem medida
Seu cheiro tem tom de saudade
Seu cheiro desperta lembranças
Seu cheiro me faz criança
Na calma de um colo
Seu cheiro me dá colo
Seu cheiro me faz lembrar
De como te amo

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Preciso de algém

Preciso de alguém
Que não me deixe pensar em mais ninguém
Preciso de alguém
Que me faça suspirar
E ir mais além
Preciso de alguém pra me fazer café
Pra esquentar meu pé
Pra me fazer sonhar
Preciso de alguém, que não queira nada além...
De amar
De viver
De sonhar
De libertar
De me prender
De entender
Que eu posso me perder
Mas sei voltar
Preciso de alguém
Preciso meu bem
Amar

terça-feira, 9 de julho de 2013

Dando chances à coisas novas
Ouvindo sons desconhecidos.
Casando a surpresa com a rotina, 
Alegria, chuva, trabalho e café
E um dia que seria cinza
Ganha um pouco de vida
Caso a vida, eu e a esperança
que nunca fui dada à monogamia
ainda mais que nesse caso
tenho a alegria de amante
Diamante, brisa e pó
Pra uma súbita tristeza
nem só de sorrir se faz o dia
E quem diria eu e você
E quem diria o que há de ser
E quem diria eu e a vida
Permitindo essa folia que espanta a dor
E um calor de frio coberto
Esquentar um pouco esse chão de pedra


Ser de plástico
Drogas lícitas me ensinam a ser legal
Um homem sóbrio que escuta meus problemas
Como quem lê uma nota fúnebre no jornal
Desconhecido para mim
Como pode me dizer quem eu sou?

Por que não posso ser mais eu?
Por que me censuram por gritar?
Eu não tenho mais meus quinze anos
Meus pulsos não ganharão marcas da minha dor

E se eu esquecesse meu passado,
Ou modificasse meu corpo inteiro
E se eu mudasse meu rosto?
Seria melhor pra você?

Como pode ser amor?
Se tudo o que sou você renega
Não é possível amar metades
Será que você sabe quem eu sou?

Remédio pra não chorar
Remédio pra não gritar
Remédio pra não pular no abismo
Quero um remédio pra não amar

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Mal

Não foi por mal
Não leve a mal
Eu fiz  por merecer
O desencontro
O desengano
Eu e você

Não foi por mal
Eu só fiz mal
Mas sem saber
Que outro dia
Essa agonia
De viver

Eu vou partir
Eu vou pro mar
Vou me entregar
Eu já cansei
Se vou voltar
Se  vou viver
Eu já não sei...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Olhar

Nada é mais perigoso do que ver o mundo com os próprios olhos, olhar em frente sem saber o que ocorre do lado, atrás, nas proximidades.

 Vejo aquilo que acredito e acredito no que vejo, mas percebo que por vezes sou traída pelo meu próprio olhar. Acreditei em mentiras por vaidade, cometi injustiças por não confiar na experiência de olhares mais velhos, errei por achar que o que eu via era o mundo em sua totalidade, mas percebo que pra ver é preciso enxergar outros olhos, conhecer outros pontos de vista.. Ver não é simplesmente reconhecer o ambiente ao redor, suas cores e formas, mas dispor-se a procurar pelas armadilhas, reconhecer as limitações e as vezes deixar-se guiar por olhares que nos levam a direções opostas daquelas que conhecemos.

Ao abrir os olhos para minha própria limitação, percebi que o mundo vai muito além daquilo que conheço e descobri que pouco vi, pouco sei. Mas ao abrir os olhos e perceber que preciso de outros olhares, entendi que preciso aprender a olhar nos olhos e reconhecer aqueles que identifico como semelhantes ao meu modo de ver, de pensar e que me levarão a caminhos que estou disposta a percorrer.

Mas quem pode estar aqui e me guiar? E logo percebi que não posso aprisionar por medo de olhar o mundo sozinha, mesmo que eu esteja suscetível àquilo que ainda não sei enxergar.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Entre os dedos cinzas
Nos olhos um brilho gasto que não se contempla
Uma melancólica certeza do fim
entre risos falsos e desmedidos
Não quero amar, nem ser amado
Não tenho a pretensão de ser sublime
Conheci o céu para cair no abismo...

Não me toque, apenas me deixe ir
Preciso conhecer o que não vivi
aprisionado na ilusão
Preciso saber quem sou
e qual o meu lugar

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Tudo o que resta

Só vejo seu rosto em tudo que olho
E quando fecho os olhos
Te vejo em cenas inteiras
Em tudo que penso tem seu nome
18 dias antes de enlouquecer
Quis tatuar você em mim
Mas já nem precisava.

Me explica a saudade:

Ausência de algo que nunca se viu
Vazio de alguém que nunca sentiu

É assim, dia após dia
Ninguém me explica
e eu mergulho
mesmo sabendo que posso jamais voltar

terça-feira, 10 de maio de 2011

Andei sumida
Andei por aí
sem vontade de dizer
o que todo mundo já sabia
Andei por lugares onde não de vai
Conheci a noite escura
e desvendei os seus segredos
Me refiz para novamente
mergulhar num mundo meu
Cada vão de espaço entre o destino e a vida
Cada fragmento de vida contido em cada fresta de tempo
E tudo me parece tão banal
Em sua esperada complexidade desvendável
Sou hoje mais que ontem
Pois me libertei do medo de viver
que me obrigava a viver com medo
já que o medo não excluía o fato
de que a vida chegava assim mesmo

terça-feira, 8 de março de 2011

Aponte-me a vantagem da vida
Ela, que tem gênio de mulher
Imprevisível, faceira, tinhosa.
Me explica sua lógica
seus segredos,
desvenda seus mistérios por mim.
Eu já não vejo graça em viver presa em suas teias
Já não quero mais esse destino pronto
Já não quero mais esse caminho sem caminho
Já não quero mais

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Rosas pelo chão
Fragmentos da vida
Marcas mal vividas
Lembranças escondidas
Rosas no espelho
os olhos da saudade
o segredo que revelo
O caminho pra verdade
Rosas sua pureza
Refletida na lembrança
O que o tempo leva
O que o tempo há de levar
Rosas seus espinhos
quantas pedras no caminho


Quando tentou chorar
O céu se abriu
Ela descobriu então
que amar
è bem mais que a bela flor
que lhe enfeitava o dia

terça-feira, 7 de setembro de 2010

É chegado o limite
A linha tênue
O fio que se rompeu
Não é mais possivel distinguir
o bem do mal
o sim do não
a vida da morte
Tudo foi morrendo aos poucos
Até que sobraram cinzas empoeirando a lembrança
Quando virá a coragem?
É insano permanecer em meio ao caos
Quando será a partida?
Quem será autor do primeiro adeus afinal?
Sempre quis estar entre os sonhos mais belos
e as luzes deveriam me seguir
Mas quando digo que deixei tudo pra trás
Falo sobre mim
Me desconheço
Quem sou eu afinal?
Como juntei tantos cacos
Como vivi tanto sem nada ter conhecido?
mas é chegada a hora
e questionar passado é como prever o futuro
Um tiro errado, no meio do desconhecido

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Assuma os riscos
Abrace os erros
Eles fazem parte de você
Não dá pra fingir
Não adianta se esconder
No seu espelho vai estar
Você e as sombras do passado
Todas aquelas marcas do que viveu
Não adianta me esconder entre os travesseiros
Aquela mancha negra no seu sonho
Pode ser minha imagem
Pode ser os meus abraços
Pode ser você tentando me esquecer
Te perdoo por fugir
Sei o que você disse em cada palavra
Te perdoo por me ferir
Sei que tudo agora é quase nada

Te ofereci os meus defeitos
Hoje são tudo que há em mim
Nunca te vendi sonhos perfeitos
Eu nunca soube ser assim

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pensamentos

O céu consola minha dor
brilha a luz do meu amor
Distante o pensamento vai
quando o amor se vai
levando um pedaço de mim

A lua traz o meu amor
Singelo ser de de cor e luz
Mas quando os sonho se distrai
O meu amor se vai
Levando tudo que há em mim

O céu consola meu amor
Brilhando a luz da minha dor
A lua clara se distrai
A luz da noite vai
Enquanto choro a sorrir

A lua leva a minha dor
A lua leva o meu amor
E quando o sonho se desfaz
No céu encontro a paz
Que ha muito não existe em mim

terça-feira, 27 de julho de 2010

Anjos caídos

Vim contando os passos
Vim catando os sonhos no chão
Procurando respostas
Pra ver que não sonhei em vão
Quanto tempo se passou
Desde o primeiro adeus
Quanto tempo se perdeu
Onde estão os olhos seus?

Inventei mil nomes pra saudade
Esperei mil horas pra chorar
Vi mudar a paisagem
Entre rosas secas e lágrimas
Acredito em anjos caídos
Vejo o amor em rostos inimigos
Quando a dor já parece abrigo
Quando durmo com o peito ferido
Luto com minhas convicções
Quantas almas pode ter uma mulher?
Amor santo
Paixão pagã
Me divido
entre o consciente e o devaneio
O certo e o errado
o bem e o mal
Posso dizer que não há distinção
Aquilo que julgo fruto do meu desejo
Me pode ser o céu ou a perdição
A santidade maculada
Pelo mal da solidão
Não sinto culpa ou remorso
Ardo entre beijos
Arrepio entre dedos
Como poderia me explicar?
Não vejo além de olhos e bocas
Me perco, me prendo
Fujo de me encontrar

Vermelho

Estou num beco sem saída
Acoada pelos olhos lânguidos
Olhos que mudam de cor
Estou entre o beijo e a volúpia
O vermelho paixão e do desejo
Desejo ver além dos seus olhos
Queria ler seu pensamento

De repente sou tomada por uma euforia
Euforia me lembra seu rosto
Seu rosto é paz
Mas como pode ser?
Circulo neste paradoxo
O dsejo se confunde
Me converte em beijos guardados
O rosto tingido de vermelho
Palavras que me tiram o ar

Quão sedutor pode ser um sorriso?
Voluptuosos sorrisos
Não contei, mas sonhei
Tive medo de ser clichê
E entre cada braço e abraço
Me entrego sem saber pra quem

Quem tira a minha paz?
Quantos nomes terei que dizer
Até acertar o seu?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Onde anda a coragem
de quem um dia deu a cara a tapa?
Onde anda a coragem
de quem enfrentou o pior pesadelo?
onde anda a coragem
de quem gritava com os inimogos?
onde está a coragem
de quem fez confete de cinzas?
onde está a coragem?
o fardo pesado, deixei
o sonho impossível, esqueci
o amor esperado, cansei
as pedras que odeio, conformei
e a coragem caminha sozinha, oposta
longe e distante
abandonei a esperança
e a coragem aos poucos foi se tornando covardia
e a covardia foi se tornado vergonha,
mas esse não é o começo
não pode ser uma bela história
a mocinha se rendeu
se perdeu pelo caminho
e de tando se confundir pelas estradas
de mocinha virou vilã de seu prórpio destino
exemplo triste
daquilo que não se deve ser
de que vale o meu vestido novo
se a alma veste trapos???

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Seu rosto já não é tão nitido
quanto naquele instante
Seu rosto já não parece abismo
Imagem distante
Quantas noites me peguei
pensando em você
quantas vezes acordei
sem saber o que fazer
Dizem que quem sobrevive a guerra
não perde o sol do amanhecer
dizem que quem vive à espera
morre sem conhecer
o amor
Já não guardo as lembrançãs
já não dói saber seu nome
Não sei por onde você anda
em que abraço você se esconde
do abismo da solidão

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Aço

Olho pea trás
Não reconheço o que passou por nós
Mil vendavais
Destroem aos poucos tudo o que restou
A memória
Sustenta o peso das palavras
Quantas histórias cabem em cada madrugada?
É desumano não olhar pra trás
Fugir das marcas que te fizeram ser

O peito de aço já não quer sangrar
A cada queda levanta e vai
Ignorando a dor que leva
Ignorando o dia que passou

Dedo na cara

Descobriram toda a verdade
Verdade que não existe
Contaram coisas pela metade
Fatos que não existem
Disseram mais do que sabiam
Souberam mais do que se foi

Ninguém me conhece de fato
Ninguém contou as noites que passei em claro
Claro qué é mais fácil julgar

Disseram que sou inocente
Depois de me culpar por tudo
Disseram que me perdi no mundo
Depois de jogar tudo pro alto
Disseram que me deixo levar
Disseram que ando por aí
Disseram que não sei quem sou
Disseram que não sei o que é o amor
Alguém sabe quem sou?
Alguém sangrou por mim?
Alguém sabe pra onde vou?
Alguém sabe como cheguei aqui?
Alguém cuidou das minhas feridas?
Alguém me viu sorrir a dor?
Tão fácil dizer
Tão fácil mentir
Tão fácil julgar
Mas ninguém nunca saberá
Quem sou

sábado, 8 de maio de 2010

Esperar

Não me julgue errado
Não tenho vícios que não são meus
Não condene culpado
Por não sonhar sonhos seus
Não condene o amor
se ningué abraçou sua causa
se ninguém viveu por você
se ninguém mais se interessou
se você se sente sozinho
se ninguém lhe mostrou o caminho


esperar
uma desculpa pra morrer
esperar
um bom motivo pra viver
esperar
que alguém viva por você
esperar
outro dia amanhecer


Alguém pode não te dar as resposas
Alguém pode não lhe atender
Alguém pode lhe tirar o sorriso
Alguém pode se arrepender

terça-feira, 6 de abril de 2010

a vida anda um tédio sem remédio
desastres nos jornais
noticias tão banais
cad doido com sua mania
quem diria
talvez eu tente moda,
talvez eu faça arquitetura,
talvez eu perca a postura
mestrado em lisboa,
imigrante ilegal,
talvez eu corte pulso,
e comece a história no final
dizem que é questão de horoscopo
tem tanto tempo que não te vejo

pra onde ir por aqui?
por aqui pra onde vou?
pra tentar matar o tédio
me de o seu amor

segunda-feira, 29 de março de 2010

Além do que se vê

Cansei de procurar respostas
Em sonhos perdidos
Em nuvens de algodão
Em estrelas caídas pelo chão
Cansei de esperar
Pelo céu perfeito
Tenho respeito
Por quem ainda sabe amar
As semelhanças vão
Além do que se pode ver

Nem tudo o que se vê é amor

Passam os dias
As noites me scondem do espelho
A respeito disso
Nem sei mais o que dizer
Falta você..

Nem tudo o que se diz é amor
Nem tudo o que se sente é amor
Preciso dizer o que penso
sem meias palavras
preciso perder o medo
de machucar quem me fere
preciso perder esse tempo pensando
preciso parar de viver esse engano
preciso de uma nova vida
que essa já foi tudo o que podia

O que posso contra o tempo?

Novos rostos
Velhas histórias
o que posso
contra o tempo?
Velhos desconhecidos
Novos amigos de infância
O que posso contra o veneno?
Juras nunca cumpridas
Lealdade vendida
Não há o que compreender
Somos mesmo assim
O amor de hoje
Pode ser ódio no fim
Novos rostos
Velhos filmes
Já vi a vida pela janela
Mas não cheguei ao fim

O que posso contra o tempo?
O que posso contra o veneno?
O que posso contra velhas teorias?
O que posso contra uma vida vazia?

Novas idéias
Conceitos sórdidos
O que posso contra a maioria?
Nunca quis ser diferente
Mas não luto contra mim
Não me prenda no seu quarto escuro
Não sou a prenda que você ganhou no jogo
Eu não sou jogo pra te dar poder
Não vou me entregar tão fácil assim
Não me ofereça suas idéias sórdidas
Não me condene por não concordar
Não acredite que você vai ganhar
Não sou tão fácil assim
Não sou dessas pessoas
Que se deixam influenciar
Você pode até calar minha voz
Pra que eu não conte por aí
O que você faz
por conveniencia

sábado, 20 de março de 2010

A vida segue
um barco sem rumo
teimei em esperar
todos já tem novas fórmulas
para a felicidade
eu estou no mesmo lugar
eu teimei em esperar

não olhei pra trás
daqui sigo sozinha
com mais coragem
com mais verdade
meus conceitos
não estão à venda
não vou me seduzir
por vantagens pequenas

sexta-feira, 19 de março de 2010

O que você pode fazer
para ser diferente
o que você pode fazer
por você
pelo mundo
pela gente
o que você pode fazer
pra não chorar
pra não culpar o outro
qual a sua parte
faça a sua parte
seja sua a parte
que lhe cabe e segue em frente
o que você pode fazer
pela escuridão
o que você pode fazer
pela desilusão
o que você pode fazer
além de ser fiel
aos seus conceitos

Ei, você

Ei você
Pra onde foi?
Por que não levou consigo
Seu sonho
Ei você
Por que caminhou
Por que se esqueceu de lutar
Por que desistiu
Por que não fugiu
Pro que não tentou gritar
Por que deixou
O tempo passar
Por que deixou
Mais um dia acabar
Ei você
Por que não chorou
Quando doeu sorriu
Ei você
Por que se conformou
Quando seu grande amor partiu
Ei você
Por que deixou
O tempo passar
Por que deixou mais um dia acabar

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Nem tudo o que se vê é amor
Nem tudo que se sente é amor
Nem tudo que se diz é amor
Nem tudo que se quer é amor

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Pra você

Sobre a luz da lua, céu
Sobre céu com sol, azul
Em todo azul, o mar
Pra todo mar, uma canção
Sobre o meu caminho, eu
Pedras no caminho, achei
O sal dos olhos, uma lágrima
Nem tudo que devia, eu sei

Se eu não pudesse mais lembrar
Ainda teria o seu olhar
As luz dos olhos meu farol
A luz da lua, o céu o sol

Eu fiz essa canção
Pra lembrar você
A noite sonhos vão
Além do meu querer

A liberdade é voar
Olhar o céu pra te lembrar
Achar você numa estrela
Sentir seu cheiro ao chegar
A liberdade é encontrar
Nas suas mãos meu caminhar
Eu escolhi o meu destino
Levar você no meu caminho

* À minha borboleta, minha mais singela forma de dizer te amo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


Em quem devo acreditar?

Ir ou voltar?

Ficar ou partir?

Se já não sou mais capaz de discernir o mal

é por que deixei morrer toda parcela de bem...

Ohares me gelam, me condenam ao precipício

Fujo como por covardia

mas seria receio.

Sei a quem ferir mas guardo as armas

abandono a luta para não perder a dignidade.

Jamais ferir inocentes

E toda parcela de mal mostra-se frágil

E todo sorriso trocado fica guardado

Os olhos se apagam

Deixo um adeus para não serem dois, três...

Deixo, o que parece perder,

mas sei que ganhei

O que ganhei já tinha

mas nesse caso nao perder

é mais do que ganhar.

Perco o olhar, mas ganho...

Mas apesar de ganhar

não há méritos

não há conquistas...

Há luta, entre querer e ferir

entre matar ou morrer.

E na verdade nem era querer,

era qualquer coisa que não se assume

não se denomina

Era somente deixar...






quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ana

Olhos que me acalmam
Palavras cumplices
Um sorriso que decifro
Um jeito de quem as vezes me irrita
Mas tudo se descomplica num abraço
Pq não importa por onde eu ande o que que faça
sempre lembrarei do seu rosto
Das noites falando sozinha
Dos dias de tristeza ou alegria
Dos tragos entre água e café
De um laço que nem o tempo desmancha....

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A grande maldição


Ainda no ventre uma premonição
A impossibilidade
Tanta vida cresce
Divide-se
Fragmenta-se
Completa-se
Unifica-se
O ventre dilatado
O primeiro suspiro
A maldição
A vida
A dor
A decepção
Os sonhos se dilaceram
Viram fumaça
Na infância
Alimentam nossas fantasias
E nos domesticam
A decepção...
Prostituído em um emprego medíocre
Numa sociedade capitalista
O caráter pesa ouro
Quem não o tem vira escravo
De quem junta mais do que precisa
A felicidade é a pior de todas as mentiras
Deus existe na cabeça dos fracos
Pra justificar as quedas
Pois ele quis te usar e te fazer sofrer
Pelo propósito maior de se divertir
Na solidão do céu escuro e rarefeito
Nos fazem acreditar
Que o melhor a fazer é ser devotado
Ao grande general titereiro
O soberano
Vivemos assim
E no fim
A libertação
O ultimo suspiro
O fim da maldição
Chamada vida



Titereiro = Aquele que manipula fantoches

sábado, 27 de junho de 2009

O tempo não te espera
E aqueles sonhos
Deixados para traz
um dia te lembram
de um pedaço perdido
Aonde estão?
Você não sabe mais como voltar
Para buscar
O seu pedaço que ficou
Nalgum lugar
O tempo não te espera
E você com uma vela
Tenta iluminar a volta
Que nunca vai voltar
Na lembrança
Um vazio que te lembra
Como é bom se sonhar
Quando criança
Aquela criança que se perdeu
Com seus sonhos
E a esperança
No caminho sem volta
Que a vida trilha
A trilha da vida
A trilha pro topo
Ou pro fundo do poço
A trilha
Na fantasia
Desse mundo
Se você soubesse
Que perde mais em não levar
Os seus sonhos
Na sua trilha
Pra não precisar voltar
Pra buscar
O que se perdeu

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Peo

POr tantos risos soltos
Pelas piadas sem graça
Por tanta loucura
refletida nos olhos de fogo
Pela cia.
Em todas as noites
De ronda em ruas desertas
Pela flor da pele
Pelo suicídio
Pela saudade
Pelas conversas pela metade
Pelos pensamentos vagando
em nuvens de um dia de chuva
Pela cumplicidade
sentimentos partidos,
Pelo mundo
que nos dilacera
Por tantos anos
Por tanta vida
Pela distância
Por ainda morar aqui no meu peito
Com a memória dos poetas mortos
e eternos

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Preciso ir

não adianta me ganhar com sorrisos
depois de tantas expressões de dor
não adianta fechar a porta
ainda saberei como sair
não adianta fingei que tudo está igual
tudo mudou
quem é você afinal?
quantas noites esperei solução
um abraço apertado
um aperto de mão
uma resposta sincera
para perguntas incertas
mesmo que não fosse o que eu queria ouvir
eu estaria aqui

é hora de partir
eu preciso ir
vou voltar pra casa
já não quero saber de nada
o amor que tu me tinhas
era pouco e se quebrou

Quantos olhares trocados
beijos negados
palavras não ditas
você não teve coragem
...

é hora de partir
eu preciso ir
vou voltar pra casa
já não quero saber de nada
o amor que tu me tinhas
era pouco e se quebrou

segunda-feira, 23 de março de 2009

A fantástica fábrica de ilusões

Vendem-se almas
Em caixas pra presente
Alma nova, inocente
Vende-se tudo
Que ha no mundo
Conceitos, sentimentos e felicidade
Tudo embrulhado no papel
Vende-se gente
Rica
Pobre
Preta branca e amarela
Vende-se amor
Me dê amor
Em um pedaço de papel
Pra por no céu
Pra por no meu armário
Lá no alto e esquecido
Vende-se tudo
Vende-se tudo
Vende-se tudo
E tudo pode se vender
Por um valor não muito alto
Que me traga
Prazer rápido
E q preencha meu vazio de viver
Vende-se sorriso
A prestação
Bem baratinho
Você compra e de mansinho
Vai perdendo
A compreensão
De quem nem tudo
Comprado é certo
Mas não é tão mal ser desonesto
Por um pouco de atenção

quinta-feira, 19 de março de 2009

Preciso respirar
preciso de ar
de arte
de gente
de cultura
de amores
de desamores
de movimento
de agitação
de calmaria
de noites de chuva
de dias nublados
de madrugadas acordada
de vinho
de proximidade
de distância
para tudo
a sua devida proporção
e que não haja medidas
pois um dia acaba

minha casa

saudades da inocência
da tranquilidade
dos sonhos catados no chão
como flocos de algodão
saudade da suavidade dos dias azuis
da chuva calma
do sol brando. do fim da tarde
saudade do olhar singelo
as mãos nos meus cabelos
de dormir de luz acesa
de fugir pro seu castelo no meio da noite
saudade da rua de casa
do cheiro das plantas
saudade do gosto do café
dos olhos de folhas novas
do hedredon laranja cor de lírio
de me aninhar
me proteger
saudade das pontas dos pés na madrugada
da água gelada antes de dormir
de acordar com um beijo na testa
saudade de ter casa
e cia

quinta-feira, 12 de março de 2009

Passa...

Tudo passa um dia
Por pior que o dia seja
Saudade passa
Amor passa
Nada é para sempre
Nem as juras feitas
Passou um furacão em minha vida
Mas passou
Mesmo deixando um rastro de destruição
Passou
Tento levantas os tijolos caídos
Fazer novas histórias
Esquecendo o que um dia passou
Passou rápido
Passou cedo
Passou meu passado
Prefiro não ter lembranças
Cara bonita passa
Dinheiro passa
Orgulho passa
alegria passa
Tristeza passa
A vida passa
Passa o que passou
Não tenho passado
Nem fututo
Futuro também passa
Passam as certezas
Passam as dúvidas
Passam os olhares
Os beijos
Passa o cheiro
Passa a lembrança
E da vida o que se leva???
Marcas
essas nunca passam...

terça-feira, 10 de março de 2009

Prece

Amaldiçôo todos aqueles que fugiram da vida
Os covardes que tiveram medo da luta
Amaldiçôo aqueles que dormiram de noite
E não contemplaram a beleza da madrugada
Amaldiçôo aqueles que nunca ficaram sozinhos
Que não conhecem a si e temem a propria presença
Amaldiçôo quem tem medo da morte
Por duvidar da própria existência
Amaldiçôo quem mata inocentes
Amaldiçôo quem destrói sonhos
Amaldiçôo quem inveja
Amaldiçôo os amantes sem lua
Amaldiçôo quem vende a alma
Amaldiçôo quem existe
Nessa terra de cão

terça-feira, 3 de março de 2009

Bem

Eu vou bem,
Bem aqui
No mesmo lugar
De antes do sono
De antes do choro
De antes da sorte
Ou da morte

Eu vou bem
Bem aqui
Preso na lembrança
Na andança
Na criança
Que viveu

Eu vou bem
Bem aqui
perdida nos meus sonhos
Tristonhos

Eu vou bem
O que é bem?
Eu não sei
Sei que vou
Bem
Bem vou
Aonde?
Segredo...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Eu

O que me atrai em você?
ódio
Mágoa
Rancor
Ressentimento
Amor
Identificação
O fato é que amo tudo que odeio
Na mesma intensidade
Tudo o que odeio em você
Existe em mim
Vive em mim
E te procuro para deixar de ser eu
Para convencer-me de que isso é ruim
E me vangloriar de não ser tão mesquinha
Sei que tudo aquilo que odeio em você
É mais meu do que seu
Porque eu renego
Porque não tenho coragem de ser
Nem força para não ser
Eu me traio e te odeio
Amor próprio
Nunca foi meu forte
Eu te amo
Porque me odeio
E só eu entendo o que isso quer dizer

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cansado

Mais um dia acordo cedo
essa rotina
Trabalho mediocremente onde não tenho prazer
por sobrevivência
As vezes me sinto violentada, rasgada e machucada
no frio de uma sala branca
As vezes finjo gostar, mas sei que não gosto
acho linda a vocação de ensinar
Adoro ganhar dez vezes mais do que antes
mas perco minha alegria
Num lugar de loucos
Até tento fazer com que aprendam algo
mas as vezes me pego falando grego
para uma tribo aborígene
Cobram a boa educação
que começa numa sala caíndo aos pedaços
Fica difícil
é quase impossível
é desumano
e lá vou eu
pra mais uma lição!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Para Deus

Te entrego nas mãos o meu destino
Para que sejas senhor das minhas andanças
Te entrego nas mãos o meu caminho
Para que sejas culpado pelos meus tropeços
Te entrego nas mãos minhas decisões
Para que não pese a responsabilidade
Te entrego nas mãos minhas tragédias
Para que eu possa me erguer e dizer
que quizestes assim
Te entrego nas mãos toda a dificuldade
Para que eu possa esperar ao invés de lutar
Te entrego nas mãos toda a miséria do mundo
Assim não tiro do meu bolso
o pão para um mendigo
Te entrego nas mãos a violência
Para que eu não precise ir à rua lutar
e clamar por jstiça
Te entrego nas mãos meus pensamentos
Para que eu não conclua o quanto é covarde
fechar os olhos e acreditar em ti....

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Já tem muito tempo que eu não quero saber
Se vc tem tempo para me ver
Tanto faz
Já tem tempo que eu não penso em você
Mas você prefere não ver
que também pensa assim
Sobre mim
Você insiste naquele ditado
antes mal acompanhado
do que só
Sem você

Tem dó
Antes mal acompanhado
Eu quero estar só
Mal acompanhado
E só

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Onde está?

Onde esá o amor
Que escondi pra não chorar
e as mentiras que contei
antes de tudo se acabar?
Onde está a luz
dos seus olhos a me olhar?
Queria estar
em qualquer lugar
longe daqui
Não vai mais me encontrar
Naquela rua
aquele bar
Não vou mais estar
Nas palavras embriagadas
De um louco sem razão
Nunca mais vou lhe entregar
Assim tão fácil
Meu coração vazio
Do amor que escondi
Pra não chorar por que não sei mais
Amar sem ser amado

Mais uma vez sua falta

Desta vez não chorei
Nem quebrei copos
Não cortei pulsos
Não me feri
Desta vem andei
Esperei
e parti
Na hora certa
Sorri
Entendi
E continuei a caminhar
Quando entendi o fim
Aprendi recomeçar
Mesmo que a saudade
fique para sempre
em seu lugar
No dia que chorei
Deixei flores
E como me pediu
prometi não mais chorar
Quando prometi
Suspirei
e era seu nome
gravado pra sempre em mim.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A hora e o fim

Passos são lentos
Pesados
Cheio de pesares
A vida no fim
e a culpa pesando nas costas
Até ali chegara a conclusão
vivera perseguindo um sonho
e chegara a seu destino final
sem jamais ter sido a sombra do seu desejo
Sonhou demais
Amou demais
Chorou demais
Sofreu demais
E nunca lhe perguntaram
se os pés não estavam cansados
Chegara ali com consciência de que era o fim
e o que lhe doía era a sensação de tempo perdido
Um dia quizera amar
Amou
E morre sem saber o que é amar de verdade
A carne santa
Flagelada por expectativas
Esperas
Renúncias
Renuncia a vida por cansaço
Fecha os olhos
e percebe que a vida toda não valera nada
nada mais lhe prende
nada mais lhe resta
nada mais sente
nada mais é

Cinzas

Foi num vento forte que tudo se perdeu
Do fogo às cinzas
Eu e você
Um abismo
Só se ouve o eco
dos gritos em vão
Tanto amor...
Tanta solidão nos seus olhos
e nos meus a resignação
como condolências a mim mesmo
Tantas cinzas esalhadas pelo vento
tantos sonhos
tantos caminhos
Sem volta sigo com o passo cansado
de um velho de cem anos
que deseja parar por ali

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O dia do esquecimento

Hoje acordei com a sensação de liberdade
Depois de ter sonhado que andava pelas ruas
Sem procurar por alguém
Olhei à minha volta e não vi rostos amargurados
Procurei pelas cartas antigas e criei coragem
Queimei todas as lembranças que me prendiam ao passado
antes nesno de fazer uma releitura,
caso algum dia descubra que foi um erro
As fotos foram rasgadas e jogadas no lixo
Estava livre afinal
Andei pelos bares sem procurar por trejeitos
Caminhei por ruas em que estava sozinha
e não chorei
Pensei, estou livre afinal
Voltei para casa e percebi que comemorava minha maior prisão
tanto anseio por esquecer
era lembrar e reviver....

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Caminho...

Ninguém passou por aqui
Não foi caminho
Não foi rota
Não foi destino
Ninguém sobe quantos anos se passaram
desde que aqui se ouviu o último passo
Ninguém andou de pés no chão
Por esse caminho de pedras
pontiagudas
Ninguém se arriscou
Ninguém acertou
Ninguém errou
Ninguém sabe por onde andei
Niguém sabe em que pisei
Ninguém sabe o que sonhei
Ninguém sabe o que senti
Ninguém sabe para onde eu vou
Nem eu!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Tantas palavras jogadas fora
Desperdiçadas com ofensas
As paixões realmente são o mal da humanidade
Sem elas tudo seria monótono
Porém menos violento
Senti-me dono
capaz de escolher destinos
quando não sei ir só à esquina
Dizer o que devem ou não fazer
pensar
sentir
se não sei nem o que é melhor para mim
Não sei nem o sentio de tudo isso
agora
Por estar cego, num mundo de paixões
perdi o sentido de tudo que digo
não sei para quem digo
e nem sei se digo afinal
algo além de um amontoado de fonemas
que não formam nada com sentido real

Mais lembranças

O seu sorriso
ainda é o mesmo...
Mas no seu rosto há marcas
do tempo que não nos vimos.
Muito prazer
Nunca conheci você de verdade
mas agora tudo é mais claro
Agora é dificil me enganar
Não sitno falta
Algo está quebrado
Muito prazer
mas vou embora
com vontade de ficar
e vontade de sumir
Te dou o pior
em troca de nada

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Lembranças...

Saudade...
Está longe!
Além desta vida
além de qualquer entendimento recional
Não tento mais racionalizar sentimentos
Amar é perder tempo
Nesse caso literalmente
Vi fotos
e queria estar lá...
mas estou aqui
perdendo tempo com recordações tolas
ao invés de viver o presente
Por que fizestes de mim
o mais triste
entre os seres da terra?
Recordar
Reviver
Resofrer
Rechorar
Refugir
Remorrer

sábado, 20 de setembro de 2008

Beijinhos

Beijinhos doces
pra matar o tédio
Meu remédio
minha amada
minha doce
encantada
Minha eterna namorada
beijos doces
nada mais
só essa paz
do teu sorriso
Beijos doces
pra passar a vida
Minha vida
eu lhe juro
beijos doces
pra matar minha saudade
dos seus beijinhos doces
de amor e mel
Pra quê planos?
Pra quê tantos desenganos
Tudo muda no final
Pra que sonhos?
Pra que tantos passos sem direção
Pra que ler nas entrelinhas?
Para quê ser mais que minha?
Para quê minha menina?
Tudo muda no final
O mundo é tão irreal
E eu queria afinal
E as respostar nunca chegam no final

Solidão

Segundos
Minutos
Horas
O dia não passa
Me sinto como um passarinho
na gaiola
Dias
Meses
Quase um ano
Não sou daqui
Sou de Minas
Tenho ouvido muito Lenini
"E amanheço mortal"

As grades sutis que me predem
São bem mais do que muros altos
São a falta de cia
A falta de alegria
A falta de casa
Onde está minha casa?
E minhas asas
Pra voar daqui?!

Solidão...
uma releitura
do que toda alma sente

Se eu soubesse onde está a porta
Apontaria a direção

Tanto espaço vago
entre eu e você
Mesmo quando nada nos separa

"Toda essa procura não tem Fim
E o que é que eu procuro afinal?"
_Obrigada, Lenini,
por fazer a canção que embala minha dor
Você me olha
Eu lhe olho
Você me fere
Eu finjo que você não existe
Você me agride
Eu lhe dou as costas
Você me ignora
Eu volto correndo

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Assim

Amo te em mim
Sobre mim
dentro de mim
Como um suspiro
Um arrepio lento
Um suspiro certo
Amo-te assim
Como se não fizesses parte de mim
Como se estivesses distante
Como se ouvesse distância
Mas te sinto agora
Em mim
Sobre mim
Saio de mim

O amor é um deboche

O amor é um deboche
Escancarando os dentes
O amor é um deboche
Praguejando... uma serpente
O amor cega a gente
O amor cega....
Um deboche
Uma serpente
A procura de calor
de amor
de uma vítima
para o veneno fatal
letal
O amor é canimbal
O amor é um deboche
Pobre de quem ama
ridiculo és
deboche
debochado
condenado
O amor é um deboche
pobre de mim

Para que(m)?

Para que(m) tanto amor?
Olhos nos olhos
Brilho e lágrima
Para que(m) tanto desejo?
Corpo no corpo
gelo e suor
Para que(m) tando bem querer?
Bem me quer
Mal me quer
Bem te quero
Eu te quero
Para que(m) tanto sonho?
Lá nas nuvens eu te escondo
Eu me escondo
Eu te encontro
Eu me encontro
Para que?
Para quem?
Para mim
Só você
Para você
Estou aqui

Eu sou

Eu sei...
Sei que não sou normal
Sei que não sou igual
Eu sei..
Sei que sou um abismo
Sei que sou obscura
Eu sei...
Sei que sou
Eu sou
Eu sou eu
Sou eu
Eu sou
Sou
Assim sou
Assim é que estou
Como um plano de fuga
Uma rota perdida
Sei que sou uma ilha
Sei que sou de mentira
Eu sou mais que vêem
Eu sou mais que uma ilusão
Viva no coração de quem me ama
Eu sou isso
Isso sou eu
Sou eu isso?
Aonde você me perdeu????

terça-feira, 16 de setembro de 2008

À você, que me lê

Ninguém me lê como você
sabe exatamente o que penso
quando digo
em entrelinhas
qualquer coisa sobre mim
Você sabe o que sinto
como se sentisse por mim
Você sabe quem eu sou
como se existisse por mim
em cada pulsar desse coração vazio
Você sabe como estou
como se estivesse em mim
como se em mim coubesse
duas almas
duas existências
paralelas
Você existe além de mim
e faz parte da minha existência
Mesmo se um dia ela não mais existir

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Não enche

Queria resguardar minha breve existência
em um aviso de "PARE" na porta
Hoje não estou pra ninguém...
mas ao invés de respeitar isso
surgem as cobranças
_Porque isso agora?
_Porque você quer ficar só?
_Porque o céu é azul?
_Porque as estrelas estão no céu?
_Porque as estrelas do céu são diferentes das estrelas do mar?
Mas hoje não quero falar
Não quero explicar
Não quero dialogar
Estou participando de um monólogo
e não posso dar atenção à ninguém
Mas as perguntas continuam
_Onde está o troco do pão?
_Onde deixei a chave do carro?
_Porque você está com essa cara?
_Dá pra me responder?
Não, não dá não
E agora vê se me deixa em paz
Que essa noite vou dormir feliz no sofá!

Obrigada

Obrigada pela paz
Que me roubaste num sorriso
Mesmo estando só agora
Sei que sorriu para mim um dia
Obrigada pelos beijos
Pela mão nos meus cabelos
Pelas noites em claro
Por ter feito parte da minha história
Obrigada por tudo
Por sonhar por mim
Por cantar pra mim
Por me fazer dormir
Obrigada por um dia
Ter estado aqui

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Conto cosias sobre almas
de anjos trsites
Caídos de um céu de ilusão
Conto coisas que são segredos
traio minha confiança
e digo aquilo que não posso
Conto coisas sobre feridas
abertas e escondidas
que precisam de curativo
mas acabo lhes abrindo mais
Conto coisas sobre vidas
que não passam de uma esquina escura
sem movimento
e sem razão de ser
Conto coisas sobre mim
sobre quem penso que sou
sobre quem sei que não sou...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O amor é uma ilusão

Dizia que era amor
mas desistiu sem lutar
percebi que todo amor é ilusão
Você foi assim
mais uma ilusão
No primeiro vento forte foi embora
jurando amor mas nem olhou para trás
Nunca me pediu para ficar
Nem sequer pediu um beijo de despedida
Todo amor não passa de ilusão
Criada, cultivada e apagada
quando não tiver mais serventia
O amor é uma ilusão
Criada para fazer a vida menos só
para compensar a falta da amor próprio
Para fingirmos que somos capazes de amar
Mesmo sabendo
que o amor é uma ilusão.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Navalha na carne
Fresca
Corre pela lâmina
Sangue
Suspiro no escuro
Morte
Espero sozinha
Segredo
Uma lágrima póstuma
Incosciência
Um desejo profundo
Sede
Uma voz de anjo
Engano
Você era de mentira

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Obrigada por mentir

Obrigada
Doeu mas fez sentido
No meio de frases feitas
Tudo soa mais natural
Afinal
Quem é você?
Que faz de conta que vive nas estrelas
Que contas cenas da novela
E faz de conta que viveu
Logo eu
Acreditar em tanta conversa
Nessa ida e volta
em tantos segredos
Logo eu
Acreditar que podia ser a unica
Entre tantas conhecidas
Logo eu
Imaginar que pdoeria ser verdade
Tanta coisa
Tanta coisa
Tanta coisa!!!
Acreditar que poderia ser verdade
Tanta coisa!!!
Obrigada
Acreditar em tanta coisa
Acreditar em tanta coisa
Obrigada
Obrigada por acreditar em tanta coisa
Obrigada a acreditar em tanta coisa
Obrigada
Por mentir em tanta coisa
Obrigada por mentir
Obrigada a mentir...

domingo, 17 de agosto de 2008

Falando sozinha

A noite acabou
e o que fiz desse dia?
Nada além de mais um
Sinto que não posso mais mudar o que sinto
Sinto a presença da solidão
e uma pontada de desespero
Quero voltar pra casa
Sinto que aqui estou só
mas não adianta falar
Voltar pra onde?
Voltar pra quê?
Ontem bati a cabeça
Agora falo sozinha
Na verdade sempre falei
mas agora tenho desculpa
Machucou
senti medo
Adoro o medo
me faz ter coragem
Medo de ficar só
Coragem para libertar
Não nasci para prisões
ou convenções
Não tente entender
Não tento me entender
Falo comigo como se eu fosse uma estranha
cordialmente faço de conta que me interesso
pelo que posso sentir...

Nunca foi tão fácil fingir
Insisto em falar de mentiras
porque elas fazem parte do cotidiano
Sejam elas pequenas ou grandes
pro bem ou pro mal
De qualquer forma você podia ter insistido
dito que também menti quando disse que não queria
Perambulo a casa sem sono
Como quem nunca mais vai domir
Dormir é uma forma de morrer
e se arrepender depois
Talvez eu não me arrependa
acho que por isso não consigo dormir
Não me arrependo de nada
Mas consertaria muita coisa que quebrei
De fato sou uma pessoa muito desastrada
"A estrada é muito cumprida"
canta alguém na minha cabeça
"Nunca saí do lugar"
Sequer posso fazer barulho
Ouço música baixinho
Lembrando do que quero esquecer

sábado, 16 de agosto de 2008

Engano a quem me engana
Digo que não amo
a quem me ama
Não tenho remorso por mentir
descaradamente
Há muita coisa que não se muda
Velhos conceitos são sempre fiéis companheiros
Acredito no que julgo certo
Você também
Seria uma eterna luta
defesa
Diferentes demais
Assim não dá
Despeço-me com um sorriso falso
que esconde uma lágrima fria
Ainda julgo certo ter razão
Escondo o amor debaixo do tapete
Dilacero-me com a lembrança
mas insisto em fingir que nada aconteceu....

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Carta

Engasgo
Certas coisas não sei responder
Não quero responder
e me violento ao ouvir
Mas respiro
Faço de conta que nada foi dito
Palavras são só palavras
Interpretação
Feridas
No fim da noite uma lágrima
despe-me de minha armadura...
Lembranças das palavras
que ecoam na minha cabeça
Certas coisas nunca devem
ser ditas por ninguém
Tanto ódio
em um simples papel branco
Manchando de amargura
A noite que tinha estrelas
Mas nada disso vai durar muito
Amanhã outras palavras virão
e não serão mais que palavras
ditas sem pensar
sem querer...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Idiotices

Ouço velhas músicas
Revejo bons tempos em um filme particular
Te largo falando sozinha
Certas coisas só eu entendo
Não adianta mesmo explicar, dá preguiça
Tenho saudade da bagunça no sábado
Dos bêbados, roucos companheiros de sempre
Da histeria de mais uma garrafa
Mas você não entende
Que há mais sol lá
E que as noites são mais quentes
Por isso passo todas na rua
Buscando a brisa fresca da madrugada
Entre risadas entorpecidas por coisas ilícitas
Mas você não entende
A liberdade de não estar sóbrio
De dizer coisas sem sentido
De abraçar velhos desconhecidos
E refazer velhas amizades
A cada madrugada
Mas você não entende
Que a vida é mais feliz assim
Em bando
Barbarizando a mesmice
Horrorizando os moralistas
De uma pequena cidade do norte
Que abriga minha matilha
Transgredir sempre as mesmas regras não tem graça
Quero novas regras, novas ruas
Só não quero um novo bando
Quero ganhar o mundo levando na mala
Um pouco de cada...

Guerra Fria

Você me olha,
E eu sei o que diz
Mas finjo não entender
Para não nos desentendermos
Retribuo o olhar
E você sorri como se não fosse falso
Eu retribuo como se acreditasse
Assim somos cordiais
E imorais
Com um esforço te desejo um bom dia
Com vontade de dizer : _ Foda-se
E você me responde como se acreditasse que eu lhe desejo bom dia
Eu lhe desejo bom dia!
Eu lhe desejo bom dia?
Eu lhe desejo bom dia
Quem sabe no inferno também não existam manhãs de domingo!
Não dá para ser indiferente
Hoje vi que andei de olhos fechados
e por muito tempo
Desde antes
Era capaz de perceber certas coisas
mas para não me ferir fazia de conta
e nada existia
A existência é algo muito complexo
Queria experimentar a sensação de não existir
Mas presa em mim
passo o tempo tentando recontar uma velha história triste
Ontem fiz algo muito errado
Que nunca vou contar para ninguém
e hoje queria acertar
mas nunca sei consertar nada
Não quero mais nada de mim
a não ser a possibilidade de pensar só no amanhã
Mas me vejo presa num labirinto
que me leva sempre ao passado
Ontem lembrei da morte
e queria não existir
certas lembranças me dão arrepios
Ontem brinquei com a vida
em doses de remédios para dormir
Queria não existir
Mas sonhei ao invés de morrer
Mas se a morte for um sono eterno
de nada vai adiantar
pois sempre que durmo
sonho com o que tento esquecer
Se for pra sonhar eternamente
Prefiro tentar viver

Mais um

Olho para cima...
do meu lado pessoas que não me dizem nada
Não me vejo mais um
no meio dessa gente.
Conceitos ultrapassados
e a crença fanática em um livro de velhas histórias
Leis
Ordens
Eu no meio
e nenhum vínculo
Não consigo gostar dessa gente
Sem ideal, que ama sua rotina
que reza e agradece a desgraça
de viver no meio dessa multidão.
Gente sem imaginação
tudo tão igual...
os cabelos
as roupas
os gostos
não existe individualidade
Aqui todo mundo é igual,
mas não porque participam de uma sociedade igualitária
e todos tem os mesmos direitos e deveres
mas sim porque todos são medíocres
não se incomodam se a bala fere quem está ao lado
desde que esse alguém seja desconhecido
todos omissos
e submissos
à um deus e à uma vida sem graça
Não vivo feliz nesse lugar
Nem mesmo posso ser eu
Sob pena de morrer na fogueira
dos olhares maliciosos
de quem não sabe cuidar da própria vida.
Mas um dia vou embora
com ou sem você
Vou ser mais um, longe daqui!

Sobre meu trabalho

Inacreditávelmente já é dia
Tudo começa outra vez
Mais um dia vou para o trabalho
como quem vai para a forca
Cumprimento colegas que mal conheço
e vou cumprir minha rotina
como quem cava a própria cova.
Percebo na preocupação de cada um
um isolamento, cada um por si
não existe nada em comum
E hipocritaente fazem o que julgam certo
Falam sobre assuntos que nem conhecem
Defendem teses sem argumentos
Numa escola dirária de ignorância
Ainda me dizem que trabalham com prazer
De não se saber nem onde estão
O que são
O que fazem
e como fazem
Ô gente burra meu Deus
sempre palpitando no que não é da conta
E fazendo mal e porcamente
aquilo que lhes é de (in)competência
Porca sociedade capitalista
Que aprisiona pessoas em empregos sacrificantes
Em troca do feijão de cada dia
E de uma vida confortável
mas sem prazer
Porca sociedade capitalista
O que fazem comigo
Um dia farão com você!

Sobre a coragem

Admiro quem sabe decidir o que quer
sem pensar mil vezes
sem voltar do meio do caminho
Admiro quem faz aquilo que quer
quem faz sua vontade acontecer
Admiro quem não precisa de um empurrão
quem não tem medo de se jogar do abismo
sob a pressão da falha, da queda livre
Admiro quem não se rende ao fracasso pessoal
quem se acha capaz
Admiro quem não tem medo da morte
quem vive cada dia como último suspiro
Admiro quem não tem medo de errar
Mas sobretudo, admiro quem sabe converter seu erro
Admiro quem tem coragem
Quem não se abala por qualquer coisa
Quem sabe que nada nessa vida dura mais que o tempo...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Verdades

Conto mentiras
Que acredito ser verdade
Conto se a verdade existisse
Acredito em verdades criadas
Crio verdades no meu quintal
Verdades na minha sala
Verdades que não servem pra nada
Verdades que nem verdade são
Verdades que não dizem nada
Verdades que machucam seu rosto
Verdades que são mentiras
Da minha imaginação....

Ofício

Posso ser eu
Mas finjo
e já não sou
Posso brincar de contar segredos
que não são de ninguém
Posso ferir e até matar
Que nada vai me acontecer
Posso morrer por amor
ou trair sem remorsos
Posso ser tomado por uma loucura súbita
Perder qualquer vínculo com a realidade
Posso brincar de contar estrelas
Posso desafiar o perigo
sem temer por minha frágil existência
Posso ser bom ou não ser
depende de como me vêem
Posso falar com paredes
Contar minhas histórias
Posso ter vários inimigos
E tramar contra todos eles
Posso fazer o que eu quizer
sem temer a lei ou o olhar de reprovação
Pois quando as cortinas se fecharem
tudo será sem graça como era antes,
até que no dia seguinte
eu viva tudo outra vez....

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Meias verdades

O rosto úmido
As mãos suadas
A voz trêmula
Descobri seu segredo
Não adianta me olhar assim
De canto de olho
Meias verdades
Grandes mentiras
E no fim de tudo
Nem um beijo de despendida

Tudo foi destruido
Pelas palavras que você não disse
E pelas verdades que criou
Achando que poderia me enganar sempre
Tento entender
Para quê?
Qual o sentido de viver uma vida não vivida?
De contar ilusões como passado?
De criar um futuro a partir de uma realidade que não existe?
O que lhe fez pensar que seria fácil fingir?
Seus argumentos sempre lhe contradizem...
E hoje,todas as verdades que você diz
Soam como palavras perdidas!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Remoendo velhas histórias

Eu não quero mais ouvir essas coisas
que me cortam os ouvidos
Seu nome passou a soar estranho
Como se fosse dseconhecido
Me desculpe se há mágoa
é pelo tempo não vivido
Sei que chorou escondido
pelas vezes que não te dei atenção
Não sei como dizer
Que nada foi o que pareceu
Me sinto andando em círculos
No meio de uma floresta escura
A saída está cada vez mais distante
A mágoa
é por você ter ido sozinha
Não sei porque ainda falo dessas coisas
Tanto tempo depois
Já estando acontumada
com esse labirinto
Você nem fez diferença
Acho que me sentia mais só ao seu lado
Me desculpe por não poder te dar adeus
Não foi assim que combinamos

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Como quem vive...

Encontro coisas suspeitas
Mas prefiro não comentar minhas certezas
No meio de cacos de vida
Isso poderia ser o último fio
As vezes dói
As vezes finjo que nada disso existe
Mas de fato percebo que sonho além do que posso

Acaba de amanhecer
Ao contrário de sempre,
Essa madrugada não te esperei
Contei luas e adormeci com a sensação de vazio
Acho que não sonhei essa noite
Não me lembro de nada que me trouxesse medo
Mas acordei como quem nunca dormiu
Um anjo me velou essa noite?
Alguém me chamou na porta?
Será que essa duvida é solidão?
Será que realmente preciso de você?
E você, é fruto da minha imaginação?
De qualquer forma ando por aí
Como quem vive nesse mundo
Como quem vive....

quarta-feira, 23 de julho de 2008

PUNK DO LIXO

Volta pro lixo...

Que sua loucura é ilusão passageira
Pra esconder quem você foi
De si mesmo
Volta pro esgoto
Que a covardia não é adimirável
Vive a vida fingindo que não vive

Volta pro lixo...

Pára de se entorpecer
para fingir que a vida não existe
Pára de andar de bar em bar
procurando cachaça barata
Pára de conversar com estranhos
fingindo ser o que não é

Volta pro lixo...

Suas idéis estão ultrapassadas
Os malucos do nosso tempo discutem outras coisas
Você está desatualizado
Se drogar não vai resolver seus problemas
Amanhã ao amanhecer
Estará novamente sóbrio
E aí?
Começa tudo outra vez
Por falta de coragem de se olhar no espelho

Volta pro lixo...

Que essa vida logo lhe trará a morte
Se é isso que procura
Seja mais justo consigo mesmo
E lhe atenda de forma mais rápida e indolor
Assim aos poucos...
Despertando a piedade alheia
Como quem procura por um olhar de misericórdia
É covardia

Volta pro lixo...

Que lá vivem os iguai à você
Os marginais
Os poetas
Os bêbados
Os drogados
Os libertários
Os libertados

Volta pro lixo....
Alguém pode estar lhe esperando!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Ontem estava aqui
Brincando com aquele jeito bobo
de quem não se preocupa com o que fazer da vida...
Mas se despediu com um sorriso e partiu
Foi conhecer outros lugares
Outras pessoas
Me deixando assim
Pensando se ainda quero ficar aqui
Pensamdo na vida
Sentindo saudades

quarta-feira, 2 de julho de 2008

A melhor forma de me perder

Nunca me diga meias verdades
Elas deixam no ar algo implícito
Que serão sempre interpretadas como um não
E mesmo que tudo seja o começo
Para mim parecerá o final
Nunca minta para mim
Mentiras destroem em segundos
o que pode ser ter levado uma vida para construir
Não perca minha confiança
do contrário jamais saberá quem eu sou
Essa é a melhor forma de me perder
Contando mentiras
Não me fale de um sentimento que não existe
Nem tente me enganar com um sorriso
Não te peço amor
Só a verdade
E se disser que me odeia
Não me machucará tanto
quanto se mentir que me ama
Nunca minta para mim
Ou me perderá para sempre...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Te amo

Te amo
irresponsávelmente
Um amor forte e denso
que me faz perder o juizo
que me faz parecer ridícula
que me faz quase infantil...

Te amo como quem ama a noite
e encontra escuridão
o medo do desconhecido
e a certeza de uma alvorada

E agora não sei o que fazer...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Não me censure
Entre tantas mentiras
Entre entre tantas máscaras
Digo apenas a verdade
Não tenho medo de cortar
Tenho admiração pela coragem alheia
Não me importa se dói
Me dê seus pulsos
E ouça a verdade
Ninguém é dono absoluto do que pensa
Ninguém diz a verdade
Por medo de ser condenado
Ninguém é dono da verdade
Ela não aceita prisão
Ninguém domestica o pensamento
Não se pode condenar quem tem coragem de mostrar o que é
Na verdade
Somos todos fantoches da vontade alheia

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Matando o tédio

Queria uma tarde inteira
poesia e vinho barato
artefatos de guerra
O que me inspira ?
O que eu inspiro?
Sua lembrança...
Uma lembrança?

Uma vaga esperança me toma

Era só delírio
Queria me esquecer de ontem
De que estou falando mesmo?
Não adianta tomar remédio
esse tédio não tem cura
nem tem nome
Nem sei por onde ando
Quando me encontrar assim, sorrindo
saiba que estou numa realidade paralela

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A madrugada

Procuro cia. para mais uma madrugada
Não tenho cerveja
E cigarros
Nem assuntos interessantes
Procuro amigo pra mais uma viajem
Além das músicas
Além dos livros
E das palavras
Além dos poemas
das lendas
das vidas
Procuro cia. para mais uma noite sem sono
Velando o ronco dos que dormem
Além dos dias
Das vidas
Da razão
Procuro cia. para uma estrada
Vazia
Sombria
A madrugada
Minha melhor amiga

Poema ao poeta morto

Ande sim,
Assim..
Com essa cara de cachorro sem dono
Com esse meio sorriso inteiro
Com a cabeça nas núvens
Sempre amiga dos olhos de fogo
Que tanto sentem saudade
Volte aqui
Para um último gole
E uma última piada sem graça
E não se esqueça do meu abraço
Volte aqui
Que vou contar aquele caso que você não gosta
Mas que só tem graça se vc está por perto
Ande tão a flor da pele
Zeca baleiro
Desafinos ao violão
Mais uma dose
É claro que estamos afim
De passar a noite em claro
Contando casos
Rindo da vida
Ou reclamando de tudo
Mas mesmo de mau humor
Entender o olhar
Seria preciso muito tempo para se construir algo assim
Especial demais
Pra você não preciso explicar
Você pesca no ar
O que quero dizer
Cumplicidade
Lealdade
Amizade
Pra sempre

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Queria que fosse poesia

Ascender um cigarro pra pensar na vida...
Fui tomada por uma urgência que não aguarda o cigarro
Parei de fumar!
E percebi que existe fome
Miséria e dor
Tomei então um gole de bebida barata
Para não pensar em nada
E percebi que há covardia
Omissão e suicídio
No dia seguinte um analgésico
Fuga,
Máscara, paliativo
Acordei de um sonho estranho
E percebi que não dormi
E que minhas fontes de inspiração são reais
Desespero, guerra, genocídio,
Amargura, desumanidade, incompreensão,
Falsidade, desigualdade social, preconceito,
De raça, de sexo, de cor,
Um mundo obsceno
surreal,
Queria que fosse só poesia!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

...

Não pense que te darei meu coração

Assim como quem entrega um tesouro

Nem espere que eu te mande cartas de amor

Não sei mais ser tão romântico assim

Até te dou um bejo na chegada,

mas detesto beijos de despedidas

Não sei me despedir de quem quero por perto

Não espere palavras

Sempre falo de amor pelos olhos

Como quem procura a alma

Sempre prefiro um sorriso...

Nunca me faça esperar mais que 5 minutos

E sempre me dê a mão para atravessar a rua

Não crio expectativas

Vivo cada segundo


domingo, 15 de junho de 2008

Ego-ísmo

Entre contes e feridas
hoje enfim tive uma das milhares de respostas que procuro
em mim, sobre mim
não sei ser ilimitadamente
doar mais que desejo receber
sempre espero algo
e esse algo me faz doer...
em todas as despedidas
sempre esperei um abraço em retribuição
ao carinho,
ao sorriso,
à paixão
ou ao ódio, que este é aliado das grandes batalhas
sempre esperei o reconhecimento
o agradecimento
ou a igratidão
mas esperei
e esperar dói
como um útlimo beijo profundo
em quem vai partir para sempre
sempre esperei das pessoas
masi do que elas podem me dar
talvéz por egoísmo
ou talvez poquê eu dê às pessoas
mais do que dou a mim mesma
e espero de alguém
aquilo que eu mesma não sou capaz de me dar

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Lista de desejos

queria poder voltar o tempo
refazer as meias verdades
mudar algumas rotas para não chegar aqui
queria ser de novo vivo
viver mais que um sonho num botequim
amanhecer na sarjeta para me sentir vivo
chorar a dor da alma numa dose de cachaça barata
ter coragem para dizer o que não se diz sóbrio
o que não se diz nunca
o que simplismente não se diz..
Queria me entorpecer
e me deitar sobre um peito qualquer
queria chorar mentiras
criar verdades
ser quem não ama
queria ter mais que lembranças
queria ser mais que criança
queria ter algo que me cortasse a carne
algo que me curasse a alma
alguém que me dissesse quem ainda vive em tempos de solidão
queria ser mais que uma esperança
queria ter mais que uma vida
queria decepar todas as raízes
queria lembrar quem sou
queria uma cia.
queria mais do que ser
queria ser mais que querer...

Soldado de Chumbo


As armas nas minhas mãos
São um sinal de que eu tenho o poder
E mesmo sem ter razão
O final vai ser do jeito que eu escolher

Corpos espalhados pelo chão
Crianças suplicando piedade
Almas perdidas suplicando redenção
O meu soldado é o dono da verdae

Eu já sei brincar de guerra

Mulheres choram um soldado perdido
Fazem silêncio pelos pulsos cortados
Vou encontrar o seu tesouro escondido
O meu soldado não vai ser derrotado

Eu já sei brincar de guerra

Sou aprendiz de um soldado de chumbo
Eu vou crescer com o gatilho engatado
Vou destruir o que incomoda meu mundo
O meu soldado não vai ser derrotado

Eu já sei brincar de guerra

Mulheres choram um soldado perdido....

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Essa menina

Em que lua mora essa brisa
que povoa os meus pensamentos
e que mesmo por um momento
foi capaz de me fazer feliz
Em que canto do céu mora o anjo
que cuida do meu coração
que me seduz com encanto
e que brinca com minha ilusão
Em que rua mora essa menina?
Cujos os olhos me fascinam
Em que luga desse mundo
Além da minha imaginação?

Saudade

Na noite fria em que você foi embora
ficou um vago, um vazio em mim
Você não podia ir agora
A minha vida é um precício sem fim

Eu sei,
Você não queria ir
Mas não havia mais forças pra lutar
Foi tão triste te ver partir
A sua mão eu tive que soltar

A gente morre todo fim de noite
E se essa noite não chegasse então
O fim da linha
O fim do dia
O início dessa solidão...

Sobras

Há dias em que a realidade parece escapar pelos dedos
e a lucidez parece uma cantiga de roda
A vida nada mais é do que uma daquelas brincadeiras que se tenta levar a sério
Hoje eu vi um anjo partir... e tudo ficou mais triste
Chorei escondido, mas não contei pra ninguém
Idas e vindas, ventos fortes
Parece trovejar, mas não é chuva
De tudo queria esquecer o que sou
Deveras a vida é muito dolorosa pra se querer tanto.
Tem muito por vir
e eu não quero estar aqui
não quero mais contar dias
Mais uma noite eu não pude chorar
tinha gente no quarto ao lado
Eu nunca saio daqui
só escuto tudo o que se passa...
o que não passa fica trancado no quanto escuro
Fico contando segredos pra ninguém
pra fingir que não sou sozinha...